
Célio Seixas nasceu em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 27 de janeiro de 1954. Criado em um sítio, teve uma infância rica no contato com a natureza. E teve em seu pai a sua principal influência, que também apreciava a prática da pintura.
Quando criança, não aceitava a ideia da morte e os pensamentos sobre ela o atormentavam muito. Foi crescendo com essa revolta, o que o fez, aos 19 anos, enveredar pelo caminho da arte pintando corpos fragmentados, como se buscasse um sentido real para a vida humana.
No desenvolvimento daquelas investidas, foi descobrindo símbolos que foram marcando a sua obra, sempre mostrando a luta pela sobrevivência em um entrelace de formas, num ritual de dor e prazer.
Ainda no início da sua carreira, já com um estilo definido, foi ao MAM/RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) tentar fazer um curso de arte, quando, na segunda aula, o professor, após ver os seus trabalhos, disse-lhe que não tinha nada para lhe ensinar e o orientou a procurar o seu espaço no mercado de arte. Desde então, tornou-se um autodidata.
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